Retinopatia Diabética

A retinopatia diabética é uma complicação tardia do diabetes e assim como outras complicações tardias (neuropatia e nefropatia), depende de fatores multifatoriais para ser inicialmente detectada no exame de fundo de olho (diagnóstico clínico).

Entre vários fatores multifatoriais envolvidos com complicações do diabetes, a presença de hiperglicemia crônica é obrigatória na fisiopatologia da retinopatia diabética, pois não há relato de retinopatia diabética clínica em humanos sem histórico de hiperglicemia crônica. Ao mesmo tempo, a presença de hiperglicemia crônica, não obrigatoriamente, causa retinopatia diabética, o que reforça a necessidade de outros fatores atuarem em sua manifestação clínica inicial.

Fatores modificadores, de risco ou não (hipertensão arterial, nefropatia, desautonomia, gravidez, fumo, erro de refração), sobretudo genéticos, devem atuar em portadores de hiperglicemia crônica determinando o tempo de aparecimento (ou não) e grau da retinopatia diabética. Na prática, observa-se que tempo de diabetes (tempo de hiperglicemia crônica) continua sendo o fator de risco obrigatório e mais importante na manifestação clínica inicial da retinopatia diabética. Estimativas clássicas com respaldo científico suportam esta afirmação, provando que diabéticos com menos de 5 anos de doença, praticamente, não apresentam evidência de retinopatia ao exame de fundo de olho. Esta incidência aumenta para 50% nos diabéticos com 5 a 10 anos de doença e 70 a 90% naqueles com mais de 10 anos. Estes dados oftalmológicos também auxiliam o clínico geral no monitoramento do tempo de aparecimento do diabetes tipo 1 e 2.

Os primeiros sinais fundoscópicos da retinopatia diabética são microaneurismas, observados na retina posterior, na região macular. Surgem como pequenas dilatações saculares avermelhadas e com bordas bem definidas na microcirculação retiniana (Figura 1). Ao exame microscópico, representam locais de proliferação endotelial capilar, provavelmente como resposta histopatológica ao efeito crônico e deletério da hiperglicemia crônica na circulação sanguínea retiniana (Figura 2). O exame de angiofluoresceinografia, além de melhor detalhar estas dilatações capilares como pontos hiperfluorescentes, pode auxiliar na detecção de outras, com dimensões menores e não visíveis clinicamente (Figura 3). De importante significado clínico, o encontro dos primeiros microaneurismas no paciente diabético indica a presença de vários anos de doença sistêmica.

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